Tautologia

Por George Mendes 17 October, 2009

Tautologia: É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido. O exemplo clássico é o famoso ‘subir para cima’ ou o ‘descer para baixo’. Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:
* elo de ligação
* acabamento final
* certeza absoluta
* quantia exata
* nos dias 8, 9 e 10, inclusive
* juntamente com
* expressamente proibido
* em duas metades iguais
* sintomas indicativos
* há anos atrás
ou há anos atrás
* vereador da cidade
* outra alternativa
* detalhes minuciosos
* a razão é porque
* anexo junto à carta
* de sua livre escolha
* superávit positivo
* todos foram unânimes
* conviver junto
* fato real
* encarar de frente
* multidão de pessoas
* amanhecer o dia
* criação nova
* retornar/repetir de novo
* empréstimo temporário
* surpresa inesperada
* escolha opcional
* planejar antecipadamente
* abertura inaugural
* continua a permanecer
* a última versão definitiva
ou a última versão definitiva
* possivelmente poderá ocorrer
* comparecer em pessoa
* gritar bem alto
* propriedade característica
* demasiadamente excessivo
* a seu critério pessoal
* exceder em muito.
Note que todas essas repetições são dispensáveis. Por exemplo, ’surpresa inesperada’. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.”

Há outras coisinhas que eu não consigo me segurar em corrigir:
* se pôr: Não né?! É “se puser”. Assim como não se diz “Se querer, fazer, poder…”, mas sim “Se quiser, fizer, puder…”. Para não errar nunca mais lembre ‘deles’: “Eles puseram, quiseram, fizeram, puderam” etc. Não tem erro.
* pra mim comer: ‘Mim’ não faz nada. Tanto que não se diz “Mim fiz” mas o óbvio e fácil “Eu fiz”. Portanto na frente de verbo/ação, só ‘eu’.
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