Trechos

O Mar – Manoel Xudú

Posted by George Mendes 17 April, 2010 (0) Comment

O mar se orgulha por ser vigoroso
Forte e gigantesco que nada lhe imita
Se ergue, se abaixa, se move se agita
Parece um dragão feroz e raivoso
É verde, azulado, sereno, espumoso
Se espalha na terra, quer subir pra o ar
Se sacode todo querendo voar
Retumba, ribomba, peneira e balança
Não sangra, não seca, não para e nem cansa
São esses os fenômenos da beira do mar.

O próprio coqueiro se sente orgulhoso
Porque nasce e cresce na beira da praia
No tronco a areia da cor de cambraia
Seu caule enrugado, nervudo e fibroso
Se o vento não sopra é silencioso
Nem sequer a fronde se ver balançar
Porém se o vento com força soprar
A fronde estremece perde toda calma
As folhas se agitam, tremem e batem palma
Pedindo silêncio na beira do mar

Não há tempestades e nem furacões
Chuvadas de pedras num bosque esquisito
Quedas coriscos ou aerólito
Tiros de granadas de obuses canhões
Juntando os ribombos de muitos trovões
Que tem pipocado na massa do ar
Cascata rugindo serra a desabar
Nuvens mareantes, tremores de terra
Estrondo de bombas, rumores de guerra
Que imite a zoada das águas do mar.

O mar se orgulha por ser vigoroso
Forte e gigantesco que nada lhe imita
Se ergue, se abaixa, se move se agita
Parece um dragão feroz e raivoso
É verde, azulado, sereno, espumoso
Se espalha na terra, quer subir pra o ar
Se sacode todo querendo voar
Retumba, ribomba, peneira e balança
Não sangra, não seca, não para e nem cansa
São esses os fenômenos da beira do mar.

O próprio coqueiro se sente orgulhoso
Porque nasce e cresce na beira da praia
No tronco a areia da cor de cambraia
Seu caule enrugado, nervudo e fibroso
Se o vento não sopra é silencioso
Nem sequer a fronde se ver balançar
Porém se o vento com força soprar
A fronde estremece perde toda calma
As folhas se agitam, tremem e batem palma
Pedindo silêncio na beira do mar

Não há tempestades e nem furacões
Chuvadas de pedras num bosque esquisito
Quedas coriscos ou aerólito
Tiros de granadas de obuses canhões
Juntando os ribombos de muitos trovões
Que tem pipocado na massa do ar
Cascata rugindo serra a desabar
Nuvens mareantes, tremores de terra
Estrondo de bombas, rumores de guerra
Que imite a zoada das águas do mar.

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Verdade…

Posted by George Mendes 29 March, 2010 (0) Comment

A verdade é que as pessoas de verdade estão em casa. Já pensou que quanto mais interessante uma pessoa é, menor a chance de vê-la andando por aí?”

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A mulher sem importância

Posted by George Mendes 2 March, 2010 (0) Comment

A intuição faz sua sabedoria parecer apenas um charme. Ela entrou com aquele olhar que dificilmente consegue ser esquecido. Foi simpática da maneira mais inesperada e com as pessoas mais inusitadas. Escutou alguns minutos – ou segundos, instantes, horas, quando ela está no ambiente o tempo exala um outro suor – e mostrou como movimentos despretenciosos podem ser cruelmente mais efetivos do que qualquer glamour arrogante e ligeiramente feminino. Ela observou o tempo suficiente para fazer o elogio certo.

“Adoro esse seu jeito de contar histórias.”

A mulher sem importância saiu para preencher o espaço vazio que acabara de inaugurar. Em mim.

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Roda Viva – Chico Buarque

Posted by George Mendes 1 March, 2010 (0) Comment

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá …
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá

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Seguro

Posted by George Mendes 25 February, 2010 (0) Comment

É que minha verdade, junto a sua, não sabe o que fazer.

Ou mentimos, ou nos afastamos.
Ainda que se afastar seja só uma outra maneira de mentir.
Vitor Freire
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Se Mente

Posted by George Mendes 23 February, 2010 (0) Comment
- É egoísmo, próprio de imaturos, pensar só nos frutos, quando se planta; a colheita não é a melhor recompensa para quem semeia; já somos bastante gratificados pelo sentido de nossas vidas, quando plantamos, já temos nosso galardão só em fruir o tempo largo da gestação, já que é um bem que transferimos, se transferimos a espera de gerações futuras, pois há um gozo intenso na própria fé, assim como há calor na quietude da ave que choca os ovos no seu ninho. E pode haver tanta vida na semente, e tanta fé nas mãos do semeador, que é um milagre sublime que grãos espalhados há milênios, embora sem germinar, ainda não morreram.
- Ninguém vive só de semear, pai.
- Claro que não meu filho; se outros hão de colher do que semeamos hoje, estamos colhendo, por outro lado, do que semearam antes de nós. É assim que o mundo caminha, é esta a corrente da vida.

Raduan Nassar em Lavoura Arcaica.

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Cuidado

Posted by George Mendes 18 February, 2010 (0) Comment

Meteu a mão no peito e tirou dele o coração, que guardou numa tupperware rosa com tampa amarela na prateleira mais baixa da geladeira. Só para se prevenir. Nunca se sabe o que pode acontecer quando se leva o coração a uma despedida.

André Gonçalves

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Por Perto – Altifalante

Posted by George Mendes 18 February, 2010 (0) Comment

Eu quero estar por perto, mas longe você.
Me diz, então, o que fazer para acreditar que tua falta está sobrando.
E o tempo que eu tenho não é o suficiente para ver as nossas coisas num outro lugar,
e mesmo assim insisto. O resto é aquele velho vento frio.
E fico só com um vazio.

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Love – A história de Lisey – (2008) – Stephen King

Posted by George Mendes 5 January, 2010 (0) Comment

Às vezes uma lâmpada enfraquecida brilha forte
por uma ou duas horas antes de queimar para sempre.”

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Quem Sabe Deus – Otto

Posted by George Mendes 28 December, 2009 (0) Comment

Corre, corre na cidade
Ninguém sabe de onde é
O que é que há
São remotas conduções, mas há luz
São pequenas conversas, resultados

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